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Daniela Ferreira |
O ano de 2013 trouxe novidades boas para os Atendimentos: o lançamento do GA e a primeira academia para jovens Executivos de Conta no Cannes Lions. Imagine juntar essas duas coisas. Pois isso aconteceu quando o GA promoveu um concurso que levou dois Atendimentos a Cannes para participar da Academia.
Daniela Ferreira, gerente de contas na Leo Burnett, foi uma das premiadas. Ela fala com exclusividade para os leitores do blog nessa entrevista. Dá uma conferida:
KV - Daniela,
imagino que essa experiência tenha sido incrível.
DF - Kátia, a
experiência foi realmente incrível! Tudo começou com o concurso cultural
promovido pelo Grupo de Atendimento, que escolheu 2 jovens atendimentos para
participarem da 60º edição do festival Cannes Lions, algo como "Young de
Atendimento", inédito para a nossa área. O GA conduziu tudo; assim que
anunciaram os ganhadores, nos chamaram e nos passaram todas as informações do
prêmio: ganhamos a viagem, a entrada para o festival, o curso "Cannes
Lions Young Account Executive Academy"e todas as despesas pagas.
KV - Como foi a programação e o
que mais te chamou atenção nesse treinamento?
DF - Tivemos uma programação intensa todos os dias, o dia todo, de 15/6/13 a 22/6/13,
mesclando aulas com as palestras e fóruns do festival, no Palais. O grupo de alunos era
formado por 35 pessoas do mundo inteiro, em sua grande maioria Atendimentos,
mas havia criativos e planejadores também. Estudamos várias disciplinas que
envolvem o nosso trabalho, como gerenciamento de crises, apresentação,
negociação etc. O que mais me chamou a atenção no curso foi a troca de
experiências com excelentes profissionais responsáveis por grandes cases do
mercado, pois eles levaram a equipe inteira que desenvolveu trabalhos como o da Real
Beleza, da Dove, e Priceless, da Mastercard - do criativo ao cliente -, e nos
mostraram todo o processo para colocarem essas campanhas na rua. Foi muito bom.
KV - Gostaria
de te dar duplo “parabéns”. Afinal, sua
participação na Academia foi resultado da premiação em um concurso promovido
pelo GA, em que somente duas pessoas foram contempladas. E, já na Academia, seu
grupo de trabalho ganhou a concorrência da Intel, proposta como trabalho de
conclusão. Você pode dividir com os leitores do blog como foram essas duas
experiências?
DF - Claro! A primeira,
a participação do concurso cultural do GA, foi uma experiência bastante
desafiadora e agregadora. Sempre acompanho a página do GA no Facebook e quando
eles postaram o concurso que elegeria os Youngs de Atendimento e os levaria ao Festival de Cannes, eu quis participar na hora. Precisávamos fazer um
briefing/projeto para um cliente da nossa escolha que integrasse as 3 plataformas
do Grupo Estado. Pensei: se é uma competição de atendimento, antes de uma
grande ideia de criação ou de uma excelente estratégia de mídia (pensando no
Grupo Estado como veículo de comunicação), meu projeto precisa ser bastante
estratégico e gerar negócios para todos os envolvidos, além é claro, do
cliente. Não podia ser a ideia pela ideia. Eu havia escolhido um cliente cujas plataformas tinham tudo a ver com as do Grupo Estado, a sinergia traria um
excelente resultado, porém não era um cliente que eu atendia ou da agência em que
trabalho. Conclusão: não consegui todas as informações necessárias para o
briefing. Então resolvi trabalhar com o meu cliente, a Fiat, pois eu tinha todas
as informações necessárias e conseguiria resolver um problema real. Deu muito
certo e o meu projeto foi selecionado.
Já a
concorrência da Intel foi uma experiência bastante intensa e transformadora.
Foi o 5º módulo do Young Account Executive Academy, e o desafio era pegar
todos os aprendizados que tivemos durante o curso e transformar em uma
estratégia de comunicação e campanha para a Intel, e apresentar ao diretor de
Marketing Américas, que era um dos convidados do festival. O grupo escolhido por
ele e pelos professores seria "a agência" vencedora, e o grupo que eu
estava venceu.
Se já temos
desafios diários no nosso trabalho em lidar com personalidades e opiniões
diferentes, imagina fechar uma estratégia com uma russa, uma mexicana, uma
indiana e uma holandesa, em uma língua que não é a sua, o inglês.
Aprendi muito e acabei fazendo boas amizades.
DF - Foi a
sua primeira vez no Cannes Lions? O que você considera o seu maior aprendizado
nessa edição?
DF - Sim, foi a
minha primeira vez. Além dos aprendizados e experiências do curso, fiquei muito bem impressionada com o festival. Todos os
trabalhos, palestras e fóruns que assisti lá no Palais trouxeram um frescor ao
meu trabalho do dia-a-dia, uma vontade de fazer mais e melhor, foi muito
inspirador. Antes eu tinha a ideia de que era um festival de criação para
criativos, baseado em prêmios, e lá essa percepção errônea caiu totalmente. É um
festival de publicidade que divide as melhores ideias, práticas e tendências. Todos deveriam participar um dia.
KV - O que
você diria aos jovens executivos de conta sobre o momento atual do Atendimento?
DF - Eu diria
aos jovens Executivos de Conta, ou jovens Atendimentos, para se especializarem.
Buscar referências, gerar negócios, e trabalhar sempre para melhorar e aumentar
sua capacidade de gestão e realização. O momento atual é ótimo; hoje temos o
Grupo de Atendimento que nos representa e tem o objetivo claro de fortalecer a
atividade do atendimento dentro das estruturas das agências. Eles estão superempenhados na colaboração para a formação profissional do Atendimento. Temos
que aproveitar isso e as oportunidades que estão surgindo juntamente com o Grupo. São exemplos: o curso de Gestão de Negócios, palestras de conteúdo
relevante à atividade, o concurso cultural que ganhei etc. São inúmeras
possibilidades e oportunidades e é importante estar atento e acompanhar tudo.