Kátia, é possível que uma pessoa formada em Publicidade, que não estagiou na época de faculdade, tenha uma oportunidade em agência? Publicidade é a minha 2ª formação, hoje minha especialização é em Psicologia do Trabalho. Sou gerente comercial de uma livraria, tenho nas veias aquela coisa da venda, e acredito que posso trabalhar como Atendimento. Quero migrar há muito tempo para uma agência, então qual a dica que você me dá?
Pedro, Recife - PE
Olá, Pedro. Às vezes a gente acha que nossos problemas e dúvidas são só nossos, mas sabe que tem muita gente passando pelas mesmas coisas? Há um tempo um outro leitor, o Danilo, me perguntou sobre isso e eu dei a ele umas dicas. Dê uma olhada nessa postagem (link), espero que lhe seja útil.
Um grande abraço pra você e muito sucesso!
Kátia Viola
9 de outubro de 2015
8 de outubro de 2015
Curso em Floripa. Vai perder?
No dia 31/10/2015 vou ministrar o workshop Gestão de Contas na Agência de Comunicação, em Florianópolis, a convite da Abap.
Os participantes do workshop terão a oportunidade de:
Os participantes do workshop terão a oportunidade de:
- refletir
criticamente sobre seu papel no desenvolvimento dos negócios da agência e do
cliente
- compreender
como aplicar no dia-a-dia ferramentas indispensáveis a uma eficaz gestão das
contas, considerando a realidade atual em que tempo e atenção são escassos
- discutir e
debater “situações críticas” em que a interferência do gestor de contas é
fundamental
- formular um
plano para o seu desenvolvimento profissional
Você não pode perder essa oportunidade. Corre lá.
Workshop Gestão de Contas na Agência de Comunicação
Data: dia 31 de outubro de 2015
Local: Hotel Mercure (Itacorubi) - Florianópolis/SC
Horário: Das 09h00 às 18h00
Valor: R$240,00 ara profissionais de agências não filiadas à Abap / R$190,00 para profissionais de filiadas
Data: dia 31 de outubro de 2015
Local: Hotel Mercure (Itacorubi) - Florianópolis/SC
Horário: Das 09h00 às 18h00
Valor: R$240,00 ara profissionais de agências não filiadas à Abap / R$190,00 para profissionais de filiadas
Mais informações com Fernanda: (48) 3207-4336 ou fernanda@abap-sc.com.br
28 de setembro de 2015
Atendimento no Digital – Alfa ou Beta?
Quando
comecei de fato a trabalhar como Atendimento, a internet não era senão uma
coisa mágica e ainda distante, conhecida como information superhigway. Nem tanto tempo assim depois, aqui estamos inseridos numa vida plenamente digital, embora
nem sempre tenhamos consciência disso. O que mudou desde então?
Entrou em campo uma nova
angústia no mundo do Atendimento: a pressão por estar preparado para o "digital", como se tudo o que sabemos e tudo o que fizemos até hoje
não tivesse mais valor ou razão de ser. Como se um mundo totalmente novo
tivesse surgido e nós fôssemos como recém-nascidos, com tudo a
aprender.
Eu gostaria
de pedir um pouco de calma e uma certa dose de bom senso. Pense bem: quando é que
do Atendimento não foi esperado um conhecimento multidisciplinar? E quando é
que a comunicação e o marketing pararam de mudar e pudemos respirar aliviados,
achando que já sabíamos tudo? Nunca. Enfim, o mundo mudou, mas as expectativas a
respeito do Atendimento não. Por que temos a nítida impressão que sim?
É a velocidade
da mudança e não a mudança em si o que nos faz pensar que temos que fazer tudo diferente agora. E só agora.
Você já é um
Atendimento no digital
Vamos por
partes. Entendamos que digital é o nosso meio-ambiente, e que agências que não
são exclusivamente “agências digitais”, sejam elas full- service, promocionais,
de marketing direto e até mesmo de relações públicas já estão inseridas no digital
porque não há outro mundo. Então, você não está à margem ou fora, você já pertence
a esse mundo porque não existe outro, OK? Simples assim.
Para ser
mais clara, digital não é uma disciplina a ser aprendida. O que está em jogo é como atender, criar, produzir e veicular considerando esse
meio-ambiente. Por isso
pergunto de novo: será tudo mesmo tão diferente?
Uma coisa é diferente: tudo virou Beta. Mas antes não era?
Ter que informar
sem rodeios para os clientes que campanhas podem precisar mudar ao longo da
veiculação? Nunca antes na história da propaganda a gente teve que explicar que
não existe resultado sem processo e que o aprendizado se dá justamente no
processo, por mais que a gente tenha até formas de minimizar erros. Isso gera insegurança nos clientes. E às vezes preguiça, sabe? Vivíamos mais seguros, na
ilusão das verdades absolutas. É claro que não havia os mecanismos real
time de acompanhamento de performance que temos hoje, e também os custos e o
tempo necessário para mudanças de rumo eram bem maiores, inviabilizando
mudanças ao longo do caminho. Mas, aqui entre
nós, 100% de certeza nunca tivemos e nunca teremos. Nada nunca foi garantido, tanto que colecionamos inúmeras histórias de fracassos retumbantes e fiascos vergonhosos,
embora estivéssemos acostumados com aquele tipo de modus operandi e os clientes
parecessem confiar naqueles números, nos resultados de pré-teste, no plano de
mídia recheado de dados irrefutáveis de simulações feitas em caríssimos
softwares. E em peças criativas imutáveis. Enfim, processo sempre foi
importante, só que agora é imperativo aceitar isso e trabalhar dentro dessa
realidade.
Confiança e
credibilidade ainda são a base
Antes da big idea, rola muita água por baixo da ponte. Como pontuou Robert Solomon no
seu livro The Art of Client Service, boas campanhas conquistam clientes, bons relacionamentos
os conservam. Se você tiver que propor ao seu cliente comprometimento e agilidade
nos processos de decisão e aprovação para correção de rumos, com quem ele vai estar mais disposto a fazer
isso? Com quem tem credibilidade e conquistou sua confiança. E a quem cabe
trabalhar esse quesito no dia-a-dia? Cabe a nós do Atendimento – e sempre
coube, afinal – esse papel crucial na construção do relacionamento. Um
privilégio e uma baita responsabilidade que sempre existiu. Então, não dá para colocar como requisito principal de contratação "conhecimentos de digital", em detrimento de várias outras coisas que têm a ver com o fator humano. E de outras inúmeras coisas que têm a ver com a comunicação por si só, independentemente de qualquer coisa.
Não estou de modo algum querendo dizer que não temos que ter conhecimentos de comunciação digital. Como se conquista a confiança de um cliente? Com simpatia, claro, Com atenção, com habilidade no trato, com postura, com humildade, etc. Mas com conhecimento também, mostrando-se uptodate com o que se faz em comunicação e marketing. Sempre foi assim, não é só por causa do digital. Então, deve fazer parte da carreira de todo bom profissional o aprendizado constante.
Não estou de modo algum querendo dizer que não temos que ter conhecimentos de comunciação digital. Como se conquista a confiança de um cliente? Com simpatia, claro, Com atenção, com habilidade no trato, com postura, com humildade, etc. Mas com conhecimento também, mostrando-se uptodate com o que se faz em comunicação e marketing. Sempre foi assim, não é só por causa do digital. Então, deve fazer parte da carreira de todo bom profissional o aprendizado constante.
O papel das
agências e o papel do Atendimento
Ninguém
nasce pronto, mas, mesmo que nascesse, logo estaria obsoleto se não fosse atrás
de coisas novas a aprender. Era diferente antes? Insisto que não, a diferença é
a velocidade com que o novo está acontecendo. Talvez por isso haja tanta confusão. A cobrança para que os
profissionais entendam de digital virou a bola da vez. Se há contrapartida
das agências em oferecer esse treinamento na mesma proporção com que o requisitam, isso eu não
posso afirmar (temo que não). Mas posso afirmar que é de responsabilidade da agência oferecer um ambiente propício ao aprendizado, mesmo que não realize ou invista em treinamento formal. O Alfa é utópico.
Enquanto isso, também não dá para o Atendimento se acomodar. Se você já se sente
confortável com o conhecimento que tem, parabéns. Mas lembre-se de que isso não o torna Alfa. Somos todos Beta e o Beta
de hoje não será o Beta de amanhã. Se você está resistindo a estudar mais o
assunto, pior pra você, vai ter que despender mais energia depois. Se você quer aprender, mas ainda não sabe por onde começar, comece por onde
for possível, considerando sua situação financeira, seu estágio de carreira e sua área geográfica.Comece e siga em frente com o recurso possível. O ótimo é inimigo do Beta.
Mais importante que tudo é não se
angustiar por se sentir Beta. A versão Alfa de nós mesmos nunca existiu e nunca
existirá. Por mais que você se forme, estará sempre em formação. As agências devem perceber e valorizar isso. Nós temos que nos assumir dessa forma. Esse é o
barato da coisa. Real time.
17 de setembro de 2015
Nunca Foi Tão Fácil Se Aprimorar. Muita Coisa Boa De Graça ou Quase
A cada dia
me surpreendo mais com a quantidade de (bom) conteúdo que a gente consegue via
internet. Mas é claro que esse conteúdo não cai no meu colo do nada. Para conseguir isso, temos que agir. Nada de deixar simplesmente os
algoritmos “elegerem” o que devemos receber.
Como eu faço? Vou atrás da informação que desejo fazendo minhas próprias pesquisas de forma bem consciente, escolhendo os conteúdos que me interessam e optando por receber informações desse ou daquele site/blog. Como uma coisa puxa a outra, acabo fazendo parte de um mailing com assuntos que se combinam entre si e tenho sempre conteúdo de meu interesse para pesquisar, estudar e compartilhar. Tudo isso "aparece" no meu email quase que diariamente.
Muitos blogs e sites disponibilizam gratuitamente e-books, whitepapers, podcasts e vídeos. Faça uma busca com palavras-chave de assuntos de seu interesse e, uma vez que você encontre algo em algum site legal, inscreva-se para receber os conteúdos periodicamente sem precisar ficar constantemente buscando novidades. Os melhores sites, canais e blogs têm sempre um formulário de inscrição/contato.
Muitos blogs e sites disponibilizam gratuitamente e-books, whitepapers, podcasts e vídeos. Faça uma busca com palavras-chave de assuntos de seu interesse e, uma vez que você encontre algo em algum site legal, inscreva-se para receber os conteúdos periodicamente sem precisar ficar constantemente buscando novidades. Os melhores sites, canais e blogs têm sempre um formulário de inscrição/contato.
E os
livros? Bem esse é um universo que também pode ser muito bem explorado. Você
sabia que não precisa ter um Kindle para ler e-books da Amazon? Você pode
baixar gratuitamente um aplicativo que instala o Kindle no seu computador ou
dispositivo móvel para que possa adquirir os trilhões de títulos legais que a
Amazon oferece. Os e-books custam infinitamente menos que os livros físicos e,
uma vez que você tenha baixado o aplicativo, receberá sugestões para baixar
alguns títulos gratuitamente também.
Por último:
não se esqueça de que esse blog também produz e distribui conteúdo para você. Cadastre-se
para receber sempre as postagens por email ou faça parte do meu mailing
preenchendo o formulário de contato.
Enfim, não
tem desculpa. O que você está esperando para começar a se aprimorar?
16 de setembro de 2015
Você Pergunta e a Gente Responde: O Que Faz Um Tráfego?
Sei que o
blog é sobre Atendimento, mas eu gostaria de saber mais sobre Tráfego, ou Art Buyer, como tenho visto algumas pessoas falando por aí. Gostaria de saber mais sobre
essa função dentro de uma agência!
Dara, Rio
de Janeiro
Querida
Dara, achei bacana o seu interesse pela área de Tráfego. Eu tenho a maior
afinidade com ela, sabe por quê? Porque comecei minha carreira em publicidade
justamente como Tráfego! Exerci essa função por muitos anos, e foram anos que
me deram muita base para exercer a função de Atendimento posteriormente. Vou tentar resumir pra que você possa ter uma ideia geral.
O Tráfego é
o departamento que congrega profissionais que se dedicam a organizar e
acompanhar o fluxo de trabalho dentro da agência, por isso muitas vezes é
chamado também de Departamento de Operações.
O trabalho
do Tráfego engloba uma gama ampla de atividades internas que exigem
conhecimento técnico nas áreas de produção (gráfica e digital), além de muito
traquejo pessoal e de relacionamento.
Todos os
trabalhos devem passar pelo Tráfego para que ele/ela “abram os jobs”, isto é,
dêem efetivamente entrada nos trabalhos, encaminhando-os aos departamentos que
deverão se envolver com os mesmos (criação, produção, planejamento, mídia). Nesse
processo, o Tráfego verifica o fluxo de trabalhos em andamento na agência e
eventualmente negocia os prazos para estabelecer as prioridades
realisticamente. Isso vai implicar em discutir prós e contras com a equipe, e ter muito jogo de cintura.
O Tráfego também
é responsável por orçar e negociar custos de diversos serviços com fornecedores externos, como por exemplo o aluguel
ou compra de fotos e ilustrações (daí a terminologia Art Buyer). Além dos
custos dos serviços externos à agência, ele/ela também compila todos os outros custos envolvidos em um
determinado trabalho, incluindo os custos de produção e os custos internos (criação e finalização) e
prepara as estimativas de custo que serão submetidas aos clientes pelo
Atendimento.
Se eu tivesse que resumir, diria que o bom Tráfego é um expert em gerenciar projetos.
14 de setembro de 2015
Você Pergunta, A Gente Responde
Se você quiser ver as dúvidas já respondidas, acesse o marcador Você Pergunta, no rodapé desse post.
2 de setembro de 2015
Faça Tudo Ao Mesmo Tempo. Só Que Não
A vida de
Atendimento é bem atribulada, disso você sabe. Aliás, de qualquer pessoa que trabalha
com comunicação. Ainda temos que contar com uma coisa mais desafiadora: um dia
nunca é igual ao outro. Entendo que isso pode dificultar um certo planejamento, mas há uma forma de se organizar que não impede você de conseguir se
planejar minimamente para cumprir as tarefas no prazo. E, o que é melhor, minimiza o risco de te deixar numa situação embaraçosa quando precisa cancelar ou postergar um
compromisso em cima da hora porque não houve tempo para concluir algum projeto.
A regra é
clara: temos que nos antecipar, mesmo que nossos dias não sejam assim tão
previsíveis. Mas como se faz isso? Iniciando todos os trabalhos ao mesmo tempo.
Sim, você leu corretamente as palavras “ao mesmo tempo”. Mas, atenção.
Refiro-me a “iniciar”, não a “dar continuidade” ou “concluir” ao mesmo
tempo.
First things first
Vamos supor
que você receba briefings de três clientes num mesmo dia. Vamos supor que um de
seus clientes te peça o trabalho para daqui a uma semana, que o segundo possa
aguardar até três semanas e que o terceiro vai sair de férias e só poderá
agendar uma reunião para daqui a um mês.
É tentador deixar esse último de lado e priorizar o primeiro trabalho, depois
o segundo... mas não caia nessa! Continue firme no propósito de iniciar todos
os jobs simultaneamente.
Deixa eu
explicar melhor. Todo trabalho começa e termina no Atendimento. Portanto, antes de focar no prazo final, saiba que o job
tem início na a sua mesa de trabalho e comece pelo começo. É ali no seu cantinho que você vai começar a desenhar o
brief.
Encare os fatos. Para o cliente, o cronômetro está contando a partir da hora em que vocês acabaram a reunião, o telefonema ou seja lá de que forma foi passado o briefing. Entendido isso, respire fundo e comece a escrever todos aqueles briefs que recebeu no mesmo dia em que os recebeu (a menos que os tenha recebido no final do dia, aí o cronômetro conta a partir da primeira hora do dia seguinte).
Encare os fatos. Para o cliente, o cronômetro está contando a partir da hora em que vocês acabaram a reunião, o telefonema ou seja lá de que forma foi passado o briefing. Entendido isso, respire fundo e comece a escrever todos aqueles briefs que recebeu no mesmo dia em que os recebeu (a menos que os tenha recebido no final do dia, aí o cronômetro conta a partir da primeira hora do dia seguinte).
Vamos por partes
É
importante que você tenha a visão do todo, que enxergue a floresta e as
árvores. O caminho é este:
1. Analise
cada um dos trabalhos cuidadosamente e vá rascunhando os pontos principais de
cada um. Nesse momento, não se preocupe com a redação propriamente dita. Depois
você aperfeiçoa a linguagem, escreve melhor. Esse começo é só para que você se
lembre do maior número de detalhes.
2. Prepare
um check list de tudo o que vai precisar. Isto inclui não só as peças a serem
criadas ou produzidas, mas também quem você precisará envolver em cada trabalho,
nas diversas fases em que ele tiver que ser realizado. Vai precisar se reunir
com o Tráfego ou com a Produção? Tem que esclarecer dúvidas com a Mídia? E por
aí vai.
3. Daí
caímos nesse ponto: você certamente precisará
reunir alguns materiais e/ou informações para complementar o pedido de trabalho.
Você até acha que esse material está ao seu alcance, mas ao começar a montar
o pedido pode perceber que não é bem assim. Quando você precisa acionar alguma
área específica da agência ou algum fornecedor, muitas vezes descobre que eles não podem te
fornecer essas informações no mesmo dia e hora em que você deseja.
4. Você
possivelmente terá dúvidas sobre algum ponto que não ficou claro na reunião com
o cliente. Vai precisar retomar o contato para esclarecê-las. Fazendo isso
rapidamente o cliente nota que você já está colocando a mão na massa e isso já o deixa mais tranquilo, contando pontos a seu favor. Também é bom para você que o cliente ainda esteja
focado naquele projeto que te brifou. Ponha-se no lugar dele. O pessoal
do marketing está sempre muito ocupado e há grandes chances de que seu cliente
já esteja trabalhando em outros projetos e, se você não for ágil, talvez ele não tenha tempo de buscar as
informações que você precisa. Sim, você pode sempre pontuar com ele/ela
que a falta daquela informação vai comprometer o seu prazo. Mas isso pode gerar
um certo desconforto, não é mesmo? Afinal, o cliente tem expectativas e é
internamente cobrado para dar resultados no curto prazo. Para que correr esse
risco se você pode resolver as coisas de forma mais tranquila? E já imaginou se aquele cliente que vai marcar
a reunião para daqui a um mês tiver saído de férias? Como é que você fica se
tiver que dizer para ele, após um mês, que precisava ainda esclarecer uns
pontos?
5. Tente
montar um cronograma conversando previamente com o Tráfego/Operações. Seja
realista. Negocie para que os trabalhos de seus clientes sejam priorizados se
isso for importante para a agência e para o cliente e não sobrecarregue o
pessoal se não for realmente necessário. Se você tem a visão do todo agora, certamente terá argumentos mais do que suficientes para propor ao cliente um novo prazo, se esse for o caso.
6. Comunicação é interpretação. Prepare um debrief, isto é, um pré-brief para validar com seus clientes. Nunca superestime o seu poder de entendimento, mesmo que trabalhe há anos com determinada conta. E nunca subestime os ruídos numa troca de informações, mesmo em reuniões presenciais. Coloque tudo por escrito e peça ao cliente para ver se o que conversaram está ali. Não é necessário agendar uma outra reunião para isso. Nesse caso, um e-mail é suficiente e rápido.
6. Comunicação é interpretação. Prepare um debrief, isto é, um pré-brief para validar com seus clientes. Nunca superestime o seu poder de entendimento, mesmo que trabalhe há anos com determinada conta. E nunca subestime os ruídos numa troca de informações, mesmo em reuniões presenciais. Coloque tudo por escrito e peça ao cliente para ver se o que conversaram está ali. Não é necessário agendar uma outra reunião para isso. Nesse caso, um e-mail é suficiente e rápido.
Acredite, isso vai te ajudar a dimensionar corretamente os jobs. Você vai perceber que
o prazo final nem sempre é proporcional ao tempo que você terá para realizar uma tarefa, mas sim ao volume de trabalho e pessoas envolvidas no projeto. Chances há de que aquele
trabalho que poderia levar um mês para ser apresentado deva ser o primeiro job
a ser considerado no fluxo da agência.
Por último
Com a
experiência você vai antever várias coisas já na passagem do briefing pelo seu
cliente. Mas um dos melhores treinamentos para que você fique mais craque na
antecipação de problemas e soluções é começar
já a utilizar o método descrito acima.
E
lembre-se que nem sempre a gente pode controlar todos os fatores sozinho. Nosso trabalho é em parceria com a equipe e com o cliente. Se você se organiza, respeita
o tempo e o trabalho de seus pares. E quem não ha de admirar e
respeitar um Atendimento assim?
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