31 de janeiro de 2009

Ninguém é Insubstituível. Nem Você Nem Aquele a Quem Você Vai Substituir

Raras vezes abre-se um novo posto que ninguém nunca ocupou. O mais comum mesmo é você ser contratado para substituir alguém que foi mandado embora ou que pediu demissão. Num mercado como o nosso, o turnover é grande e vira e mexe a gente é convidado a integrar uma nova equipe, numa nova casa.

Penso que para nós, Atendimentos, substituir um profissional é um superdesafio. Somos aqueles que estão na linha de frente e não tem jeito: o cliente tem que gostar da gente, do nosso jeito de trabalhar, tem que sentir firmeza. Isso é fundamental para construir a confiança – a base de relacionamentos de qualquer natureza.

Tem o melhor e o pior dos mundos.

O pior: quando você vai substituir o rei-da-cocada-preta. Como assumir o lugar de quem é admirado e em quem o cliente vinha depositando total confiança sem sentir um frio na espinha? Como estar à altura de tudo o que o ex construiu se você é diferente, tem seu jeito, seu estilo?

O melhor: quando você substitui alguém que não estava mais sendo, no entender da agência (e quem sabe até do cliente), o profissional ideal. Aí a situação parece mais confortável. Em tese, você já chega com uma baita vantagem. As pessoas anseiam pela substituição e não resistem à sua introdução no grupo.

Entretanto, não tem jeito. Só se começa do começo, mesmo pegando o bonde andando. Deu pra entender? Por mais contraditória que essa frase possa parecer.

A zona de conforto é sempre uma ilusão, seja quando você chegou com vantagem ou porque teve que penar para conquistar a confiança do cliente. Para ficar só num exemplo: imagine que aquele cliente que detestava o Atendimento que você veio a substituir, um dia também é substituído. E você vai ter que começar do zero. Da mesma forma, aquele cliente que estava difícil de conquistar também pode vir a ser substituído e começar do zero pode ser a melhor oportunidade para você se dar superbem.

Como disse Caetano Veloso: onde queres um lar, revolução.

3 comentários:

Pedro Octávio disse...

Boa reflexão, boa até pra gente colocar o pé no chão um pouco e compreender a realidade do mercado. Mas Deus queira que eu não tenha que substituir um Atendimento "rei-da-cocada-preta", pois espero que eu mesmo seja ELE. rsrs brincadeiras a parte, desafios fazem parte da vida, e com nós, Atendimentos Publicitários não seria diferente. Bjs Kátia. Parabéns sempre.

Gabrielle disse...

Farei dois anos de Atendimento Publicitário em Maio. Quando cheguei, como estagiária, não substituí ninguém, simplesmente criei mais a minha função, sendo que, já existiam 2 pessoas sendo 'TAMBÉM' o atendimento. O Legal foi não substituir ninguém, atender aos meus clientes, conquistar novos clientes, ser apresentada e aceita como o atendimento deles.
Quando eu sair, quero que o outro atendimento me veja como 'Rainha da cocada preta' sim, mas não quero que ela seja menor, e sim, que cresça, assim como eu cresci aqui dentro.
Os desafios existem sim, e nos temos sim que aceitá-los, mas de preferência da melhor forma possível.
Adorei o post, o blog.

;*

Anônimo disse...

Fazer nossa parte é fundamental e sempre com o pé fincado no chão. O desafio é se posicionar e aprimorar as técnicas de relacionamento. Não pensando em ser o "Rei da cocada" e nem mais um na equipe. O crescimento se faz no dia a dia, no olho no olho e assim podemos fazer a diferença, com vem sendo provado isso! O melhor de tudo é conviver com as diferenças e assim lapidar o que o cliente precisa e aprender com ele, por quê não? Como você mesmo disse: a zona de conforto é perigosa pra gente. Desenvolver o relacionamento humano, na verdade essa é uma de nossas funções e claro, gerar recursos! Abração Kátia e continuo sempre a aprender contigo. Força sempre!!!