18 de setembro de 2009

Fest’Up – O Que Vai Rolar nas Palestras dos Atendimentos (parte 1)

As palestras acontecem simultaneamente, no sábado (amanhã), das 13:30 às 15h, cada uma numa sala diferente. Por isso, quem estiver por lá terá de optar. Não dá para assistir a todas. Fomos então bater um papo com os palestrantes para que você possa conhecê-los melhor e ter uma ideia do que cada um vai abordar. Começamos com Wilson Negrini.


WILSON NEGRINI
Atendimento há 10 anos. Atualmente é Diretor de Contas na Loducca, responsável por clientes como Red Bull, Dafra Motos e Banco ibi. Trabalhou na Duda Mendonça e Carillo Pastore Euro RSCG e atendeu clientes como: Guaraná Antarctica, Sukita, AmBev Institucional, Pão de Açúcar, Danone, Reckitt Benckiser entre outros. Conheça também o blog do Negrini.


FAP - Que aspecto você pretende ressaltar/enfatizar na sua palestra sobre Atendimento?

WN - Vou falar um pouco mais do que só Atendimento porque acredito que os profissionais precisam ser bem completos hoje. Vou falar superficialmente (porque em 1h é impossível ser profundo no assunto) sobre novas mídias, tendências, e o papel do profissional de Atendimento neste cenário mutante do mercado de propaganda. Farei um paralelo sobre a importância, crescimento e surgimento de novas plataformas e como a TV, jornal, rádio e OOH podem fazer parte de uma mesma estratégia. As “velhas” mídias, como são chamadas hoje, não morreram, principalmente em se tratando de Brasil. O desafio agora é conseguir unificar todas as plataformas de maneira coerente e relevante. Marcas e branding continuam os mesmos, o comportamento e consumo dos meios é que mudaram e continuam em constante mudança. Os consumidores não conseguem mais separar experiência de marca da experiência de produto. Vou mostrar dois cases de Cannes: um da T-Mobile e outro do Zimbawe, que conseguem de maneira brilhante usar todas as mídias de maneira coerente e relevante.

FAP - Quais são, na sua opinião, os principais desafios do profissional de Atendimento hoje?

WN - Hoje mais do que nunca os profissionais de Atendimento são importantes na agência. O grande problema é o nome “atendimento” (não sei qual seria o melhor nome – talvez integrador), somos muito mais do que atendentes. Um bom atendimento deve ser gerador de negócios, devorador de informações, profundo conhecedor do negócio do cliente para poder opinar com pertinência. NÃO somos a agencia no cliente e o cliente na agência. Somos a agencia na agência e a agência no cliente! Devemos entender do negócio do cliente como o cliente ou às vezes melhor do que ele, mas sempre com a postura de profissional de agência. Aqueles ditados do tipo: “Não tem talento, vai pro Atendimento” ou “Atendimento é como bicho de luz, dá 18h e todos aparecem na criação” são culpa dos próprios Atendimentos despreparados. Devemos ser fonte confiável de informação sobre o cliente, veículos de comunicação, tendências e novas mídias. O presente do mercado publicitário pede que todos sejamos parte do processo criativo.

Resumindo, o principal desafio (englobando tudo o que foi dito acima) é ser imprescindível dentro da agência. Devemos ser profissionais completos e atualizados.

FAP - Que conselho ou dica você daria a quem pretende seguir essa carreira?

WN – Você, futuro Atendimento, deve amar propaganda e conhecer o máximo que puder sobre o NEGÓCIO propaganda. Esqueça o glamour (se é que ainda temos isso) e entenda tudo o que puder. Conheça todos os processos de uma agência profundamente.

Gosto muito da frase: Quem não sabe o que pede não pode avaliar o que recebe – essa frase vale para os Atendimentos repassadores de job. Os dias deste tipo de profissional acabaram.

2 comentários:

Guto disse...

é fácil falar isso quando se tem escravos para "repassar" o job.

saiudagaveta disse...

Eu estive no Festup, e assisti a palestra do Wilson.
Foi muito boa, dentro de tudo o que foi dito o que mais importa, é que a mulecada tem que esquecer esse mundo de fantasia que acham que é a publicidade. Tem que ralar e muito!